O acordo coletivo de trabalho (ACT) 2018-2019 que trata dos direitos dos trabalhadores em Tecnologia, ficou nas mãos da justiça. Isso é o dissídio coletivo: quando não há acordo em livres negociações entre patrões e trabalhadores, a justiça do trabalho entra em cena e faz seu julgamento.

Infelizmente, o Sindicato dos Trabalhadores de Tecnologia está distante da categoria. A categoria sequer debateu as pautas. Essa distância tem deixado como única possibilidade o dissídio. O que é ruim, pois nós sabemos que para os patrões a justiça é mais dócil do que para os trabalhadores, ainda mais depois da Reforma Trabalhista.

Auditórios vazios. Há muito tempo que o sindicato não chama assembleias.

Veja abaixo o que foi definido no dissídio:

  1. Reajuste salarial e no vale: 3,43% (inflação acumulada no ano de 2018).
  2. Com isso, VR vai para R$18,62.
  3. Reajuste também aplicado para todas as outras cláusulas econômicas como auxílio creche e etc.
  4. Mantém a homologação das demissões na sede e subsedes do Sindicato.
  5. Desconto assistenciais (só na campanha salarial) para sindicalizados e não sindicalizados de 1% do salário mensal limitado a 40 reais.
  6. Mantém a liberação de 12 diretores.
  7. Mantém o “imposto sindical” com desconto anual para todos trabalhadores da categoria de 01 dia de trabalho, a ser repassado para o sindicato.

É preciso lembrar que enquanto não havia fechado o dissídio, o sindicato fechou acordos diretamente com as empresas. Isso é um problema, pois, mesmo que em algumas situações pareça “vantajoso” para os profissionais de certas empresas, os acordo parciais enfraquecem a categoria como um todo.

Os acordos por empresa enfraquecem nossa luta. Ao fechar contratos específicos com cada empresa, além de ter um poder de barganha menor, a categoria fica dividida, e perde seus espaços de identidade como um todo. Além disso, é comum que as empresas de grande aceitem condições “melhores” que as apresentadas para o setor. Assim, quem trabalha em empresas maiores não se reconhece com quem trabalha nas empresas menores. O grande problema disso é que as empresas de pequeno porte representam a maior parte do mercado de TI (94% segundo pesquisa de 2016 do IDC). Essa situação leva a uma divisão profunda da categoria.

O Infoproletários é um movimento composto por trabalhadoras e trabalhadores da área de informática reunidos com o objetivo de denunciar e combater a exploração e abusos que sofremos em nossa categoria e no conjunto da classe trabalhadora. Por isso defendemos que as organizações sindicais estejam junto com os trabalhadores, organizando os locais de trabalho e fazendo a luta com o conjunto da categoria e dos trabalhadores.

Para quem quiser saber mais segue o link do Acordão: http://www.sindpd.org.br/sindpd/upload/midia/1567794400374.pdf

Vamos a luta!

Categorias: Oficial